sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Tempos de Revolta

Mais um ano trabalhando com educação. Mais um ano de decepção. É triste ver o sistema educacional em tamanha decadência. É triste ver a população sem a menor preocupação. Os profissionais da área sem a menor motivação. O professor sendo visto como vilão, e os políticos, na maior cara-de-pau, achando-se no direito de continuar com a corrupção!
Na escola em que trabalho não há a mínima infra-estrutura. Não há recursos, desde o mais simples. Retro-projetor, DVD, máquina de xerox? Contente-se, querido professor, com quadro-negro, giz e mimeógrafo! E mesmo o mimeógrafo já está difícil de usar. Por que está ultrapassado? Não! Porque não recebemos nem mais folha de ofício! "Não tem, peçam aos alunos", assim nos é dito! Mas não é justo nem aos professores nem aos alunos ter que proporcionar esse material enquanto tanto dinheiro é desviado!
Os governantes não querem mudar o sistema. Não vale a pena. Se o povo for mais educado, e assim melhor informado, não venderá mais seu voto por migalhas como faz, não continuará fazendo de conta que tudo vai bem, será mais crítico e participativo em relação às decisões administrativas do Estado, exercerá seus direitos de cidadão!
Mas é muito triste ver que o povo não tem noção do poder que tem nas mãos, se subestima, se desvaloriza, se contenta com a política assistencialista, que "dá o peixe e não ensina a pescar" e deixa a população na ignorância!
Sonhara eu fazer a diferença, sonhara eu mudar essa triste realidade, sonhara eu alcançar o coração, o pensamento da comunidade e ajudar a humanidade! Mas fui pega pela descrença, convivendo diariamente com a triste verdade de que a acomodação e a ignorância fazem parte da vida dessas pessoas sofridas que não acreditam que podem fazer diferente e mudar sua realidade, percebi que sozinha nada posso fazer, não tenho meios para convencê-las do poder que têm.
Acabei por estender a mão amiga para amenizar o sofrimento dessas pobres criaturas as quais ensino. Além de professora, fui terapeuta, conselheira, psicóloga. E recebi muito carinho de pessoas que não o vivenciam em seu lar. Mas não consigo mais conviver com essa tristeza, essa pobreza. Sofro ao pensar que não sou forte o suficiente para agüentar.
E mesmo eu, paradeiro da esperança, estou perdendo a confiança de que um dia irá mudar. E já faço planos, e me ponho a pensar em outros ares, outros lugares, que irei sobrevoar e me arriscar. Não aceito e nem consigo me acomodar! Espero um dia, de outra forma, poder ajudar.
Educação, lhe peço perdão por minhas costas lhe dar! Mas é que não consigo mais suportar!!!

domingo, 30 de setembro de 2007

Àquela Tarde

Àquela tarde pensara que teria alegria tranqüila
Àquela tarde não achara que teria tal companhia
Àquela tarde entendi que o passado invade e arde

Mesmo naquela linda tarde!

Àquela tarde pessoas desconhecidas
Àquela tarde conversas irrefletidas
Àquela tarde um quê de aturdida

Mesmo naquela linda tarde!

Àquela tarde sofri pelo que não senti
Àquela tarde sofri sim pelo que vivi
Àquela tarde sofri, vi, compreendi

Mesmo naquela linda tarde!

Ver-te bem é motivo de harmonia por saber-te independente
Ver-te bem é motivo de sossego por saber-te em desapego
Ver-te bem é motivo de alegria por saber-te contente
Ver-te bem é saber-te bem sem mim: coerente

Todos os aspectos relevantes ressurgiram em minha mente
As incertezas, as asperezas deram lugar à lembrança
Os pesares não cederam lugar à esperança
Sentimento misto de alívio e culpa

Saber-me otimista torna-me confiante
Saber-me livre torna-me responsável
Saber-me mutável torna-me inconstante
Saber-me sem saber-me: incógnita

E mesmo naquela linda tarde de sol
Pude ver que nada soube e nada sei
Sempre mudarei e procurarei enfim
O que há de melhor em mim

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

An...An...

Não!
Você não sabe!
Você não sabe tudo de mim!
E vai continuar assim!
A banda inglesa escuto agora
Como inúmeras vezes
E de novo aquela tristeza
Que não deprime, é sublime
Porque é leveza, com certeza
Motivação desmotivada
Purificada e renovada
Quase tudo ou quase nada
A banda segue com as lembranças
Você não sabe quantas
Caixinha de surpresa essa memória
Com direito a reedição
Muitos arquivos, muitas histórias
Umas pra rir, outras de glória
Muitas satisfatórias
Apesar dos temores
Muitos amigos, certos amores
Musicalidade sem controle
Poesia a encontrar harmonia
An... An...
Não pense que sabe assim!
Ainda é um mistério pra mim!

domingo, 23 de setembro de 2007

Definição

Enfim a definição se estabelece
O que estava encoberto aparece
Tanta dúvida, tanto estresse,
Mas agora sabe-se o que acontece.

E a sabedoria, amiga no dia-a-dia,
Traz de volta a paz, a alegria
Para um coração que ardia
E agora recupera a harmonia.

Poderia ter sido diferente
A forma como ficou consciente
Mais uma vez, outro repente
A adaptar-se na mente.

Acabou-se a conexão
Recupera-se o coração
Novamente reticente então
Procurando por si só proteção.

Seguir

Vem assim
conte pra mim
o que resolveu por fim

Quero sim
que venha a fim
de ser todo pra mim

Saiba mesmo assim
que não me iludi por sim
pois sei de meu ser enfim

Quero que seja feliz
para o melhor conseguir
no caminho que está por vir

Pois a verdade é sim
que te quis para mim
mas não estou preparada a este fim

Deixei-me seguir
entregar, ser, sentir
a mim e a ti como breves amantes

Ansiedade

Por muitas vezes vontade
de aflição nenhuma ter!

Mas, constantemente,
estado de agonia manter!

Mal-estar psíquico
e por que não físico?

Desejo veemente e impaciente
na espera de algo acontecer!

Falta de tranquilidade, receio,
a fim de respostas obter!

Estado afetivo penoso,
a dúvida o torna odioso!

Expectativa de perigo
(in)determinado e (im)preciso!

Ao julgar-se indefeso,
não sabe se sairá ileso!

Ansiedade, vê se enfim esclarece
esse mal que se estabelece!

Mostra o caminho, adverte,
essa é minha única prece!

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Beliefs

How long will you want?
How long will you need?
The birds aren’t singing!
The day has less satisfaction!

How long will your heart hurt?
How long will your mind stand?
The stars aren’t shining!
The night has less action!

I believe that there are many ways to live
But I don't know what is the best of them
I believe that we're free to make our choices
And responsible for their consequences

I believe that knowledge and understanding
Are the only ways to evolve mind and soul
I believe in the beginning and in the ending
I believe that the truth will be revealed

How long will I wait?
How long will I tolerate?
The birds will sing again!
The day will be satisfactory!

How long will my heart dream?
How long will my mind ask?
The stars will shine again!
The night will be active!

I believe that there are many ways to live
But I don't know what is the best of them
I believe that we're free to make our choices
And responsible for their consequences

I believe that knowledge and understanding
Are the only ways to evolve mind and soul
I believe in the beginning and in the ending
I believe that the truth will be revealed

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Lua a Brilhar

É incrível o que a vida tem a mostrar
Quase indizível, para complementar

Ora amanhece, sol resplandece, tudo acontece
Quando anoitece, tudo padece, eu e minha prece

Então a lua aparece e o brilho toma conta do olhar
A noite a brilhar faz de novo eu encantar

Encanto diferente que não entende minha gente
Que anda contente apesar de tanto repente

Cada situação, um dia-a-dia de cão, às vezes então,
Parece tudo andar na contra-mão

Então a lua aparece e o brilho toma conta do olhar
A noite a brilhar faz de novo eu encantar

Encanto que não tem a pretensão de toda ou qualquer perfeição
Mas sabe que tudo só acontece para aquele que merece

E retoma sua prece e enfim pouco padece porque sabe, não esquece,
Plantar para colher, orar e receber, gostar de compreender, deixar viver

Então a lua aparece e o brilho toma conta do olhar
A noite a brilhar faz de novo eu encantar

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Contradição à mão

Nunca fui pessoa
De fácil definição
Eu mesma não compreendia
Assim por vezes apenas ia
Destino ou livre-arbítrio

Segui a procurar
Um caminho a alinhar
Responder e/ou perguntar
A fim de a aflição findar
Comecei a analisar

Compreensão
Principiei por mim mesma
Compreendi minha essência
Aliada à razão
Experiência

Criticidade
Conhecimento
Até entender a contradição
Levou tempo
Pensamento

Via dupla
Como mão compreende tato
Em cima/em baixo
Frente e verso
Dois lados

Sábia e inocente
Vencedora e vencida
Controlada e perturbada
De vida e de morte
Sensível e forte

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Paz Interior

Fala-se muito em paz mundial. Mas é primordial a paz individual!
É preciso que se encontre a paz interior para contribuir à exterior.
Paz é resultado da aprendizagem de lições que a vida proporcionou e/ou está a proporcionar. É reciclagem de sensações/opiniões. Dinamismo, esperança, confiança.
Paz é a certeza de que se fez o melhor que se poderia ter feito. É cumprir com as responsabilidades. Manter a serenidade nos momentos de dificuldades.
Paz é apreciar a natureza, gostar de ouvir o canto dos pássaros, o barulho do mar. É estabelecer contato com o cosmo, com o divino, e assim dar-se conta de que a realidade é maior.
Paz é respeitar opiniões diferentes, não querer modificar o outro, não relevar as ofensas. É aprender com os próprios erros e ter coragem de mudar.
A paz que trago em meu peito é minha tranqüilidade, contribui para minha felicidade e faz da vida uma viagem rumo à prosperidade. A humildade para admitir que nem sempre tenho razão, permitir que discordem de mim. Aceitar que há coisas que não posso modificar e coisas que só eu posso transformar. Acreditar no bem, na humanidade, mesmo sabendo das crueldades. Ter consciência de que minhas escolhas refletirão diretamente em meu viver. Ter motivação para aprender. Ter fé de que o melhor está por vir. Sentir!

sábado, 1 de setembro de 2007

Tempo

Estilo de vida pede correria
Pressa faz parte do dia-a-dia
Mas quando estou contigo
Só um pensamento:
O prazer esmaga o tempo!
Não há razão de se preocupar
A impressão é de tudo parar
A intenção: se amar
Corpos em movimento
Unindo pensamentos
Em busca da satisfação
Que delícia de sensação
Queria eu que o tempo
Parasse nesse momento
Mas, mistério da vida,
Ele continua a comandar
E, mesmo sem querermos,
Nossa vida a controlar
Meu bem chegou a hora
Tenho de ir embora
Mas irei com uma certeza
O tempo irá passar
Novamente chegará a hora
De eu te encontrar
Te ver, te ter, te amar
Cada vez mais te adorar
Contigo me encantar
Assim me alegrar
Tempo mais uma vez
Perderá sua importância
Mero coadjuvante
Entre dois amantes

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Trama da Vida

Conexão
Tempo
Sentimento
Momento
De reflexão
Adaptação
A nova
Gama
De informação
Na mente
Confusão
Trama
Que às vezes
Engana
Mas sempre
Chama
A aprender
A razão
De viver

Agora!

Outrora alegre e feliz
Ela pensa agora:
O que é que eu fiz?
Outrora vivendo em paixão
Ela está ciente da situação
Preocupa-se com seu coração
Reticente, alienado
Por vezes despedaçado
Controle descontrolado
Segue sempre aprendiz
De tudo que a vida quis
Ou quiser proporcionar
A fim de ensinar
Encantar ou alegrar
Outrora somente flores
Agora ainda há
Lindas coloridas
Há de saber cultivar
Os sentimentos precisos
A se viver em paz
Ela sabe o que faz
Ela sabe de si

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Amigos

Amizade é um dos mais belos tipos de amor
O amor do querer bem
Sem cobranças
Desconfianças
Energia combinatória que emana do encontro
De duas almas em sintonia
Que dá prazer
Harmonia
Os amigos de alma se entendem num olhar
Sabem que podem confiar
Com certeza
Acreditar
E se é preciso opinião pra resolver qualquer questão
Sem hipocrisia sabem problematizar
Fazer pensar
Compreensão
Amo todos meus amigos e lhes digo sinceramente
Alegrias da minha vida
Sem engano
Eu te amo!

Ele e Ela

Ela criada de forma tradicional. Ele liberal.
Ele triste por existir. Ela por não saber quem era.
Ela o ensinou que é bom viver. Aprender.
Ele a ensinou a conhecer-se melhor. Saber-se.
Conhecimentos diferentes. Personalidades tais. Trocas reais. Felicidades supremas. Tristezas extremas. Assim seguiram. Se apoiando. Trocando. Se amando. Brigando. E as trocas não foram suficientes para que convivessem com a felicidade em par. De um lado ou de outro algo não se quis mudar. Sabe-se que não são os mesmos. Ambos com entendimento de maior amplitude do que antes. Com personalidades mais preparadas. Apuradas. Têm consciência de que um ao outro ajudaram no caminho da plenitude. Por saberem disso sabem que não falharam.
Ela e Ele estão certos de que um pela vida do outro passaram para que pessoas melhores se tornassem. Agora livres cada um segue colhendo flores e/ou espinhos sozinho. Seu caminho. Aprenderam a se ver sem o outro. Viver sem o outro. Ser sem o outro.
Ele e Ela se amam. Isto é certo. Mas há dúvida quanto ao tipo de amor. Então libertam-se a fim de descobrirem o que a vida lhes reserva. O que cada um trilhará. Pois o caminho a dois estava muito difícil. E mais adiante ninguém sabe.
Ela e Ele querem ser felizes. Ela e Ele não querem raízes. Ela e Ele estão sublimes.
Ele e Ela.
Ele.
Ela.

Chegada

Estava eu a pensar
sobre desilusão
e por um momento
fechei meu coração

Tanto sofrimento
tanto tormento
quase não reparei
chegar a paixão

Mas sorrateira
ela veio até mim
não trapaceira
alegria sem fim

Agora interrogo
este lindo jardim
de lindas camélias
devo me permitir

A dúvida revolta
só por existir
não a quero por perto
não a quero sentir

O medo de outrora passou
deixe estar
coração está pronto
deixe a vida levar

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Sinceridade

Durante um tempo na vida
pensava com curiosidade
o que será sinceridade?

Durante um tempo no escuro
pude pensar quando maduro
que delícia a verdade!

Me traz mais serenidade
me deixa com tranqüilidade
de viver dá mais vontade!

Importante é que o outro saiba
o que se passa no interior
do peito de um sonhador!

Para que saiba escolher
a maneira de proceder
em busca da felicidade!

Traço da personalidade
de quem preza a honestidade
carrega respeito e bondade
sabe a importância da liberdade!

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Satisfação

Ei! Você!
Você que tem mãe com idade entre 40 e 60 anos!
Você já reparou bem na sua mãe? Com atenção?
Qual é o tipo de vida que ela leva?
Quais são as suas preocupações?
Os seus interesses?
Ela é feliz?
Observando muitas mães dessa faixa etária, conversando com elas ou com seus filhos, constatei que cerca de 90% (sim, uma esmagadora maioria!) dessas têm passado por algum problema emocional. Sendo que muitas delas têm procurado tratamento com profissionais como psiquiatras, psicólogos, a procura de uma melhor qualidade de vida, tranqüilidade, felicidade, enfim, a resolução de seus problemas. Ao dar-me conta dessa situação, coloquei-me a pensar sobre o porquê dessa geração feminina estar sofrendo tanto, e em massa.
Já vejo a geração das avós sofrendo porque "todo mundo trabalha", assim elas falam. O que mais as fazia feliz era a casa cheia dos filhos e netos, desde quando eram filhas e netas. E então vem toda a questão da sociedade capitalista, consumo, produtividade, participação e lucro. De poucos. Bem, esta parte deixemos por aqui. Mas o sofrimento da mulher de que trato carrega um quê mais profundo. Algo que mexe com elas de uma forma mais intensa. Causa insatisfação.
As avós têm o ressentimento de não terem os seus por perto mais tempo, mas têm a certeza de que foram exatamente aquilo que deveriam ser, o que a sociedade esperava delas, pressupõe-se que o papel que exerceram em suas vidas, que foi ensinado por seus pais, houvera sido o suficiente. Ensinaram o mesmo às suas filhas. E mesmo que tenham ido além desse papel, pois em todos os tempos houveram mulheres ousadas, elas contentam-se em guardar para elas esses sentimentos como algo bom e proibido que os demais não devem saber. Satisfação.
Mas as nossas mães não têm a mesma certeza, creio que é difícil para elas olhar suas filhas (suas filhas! repare a proximidade) e ver como poderia ter sido diferente. Se submeteram a papéis que as filhas não se submetem, deixaram de manifestar suas opiniões, não fizeram suas próprias escolhas. Acharam que estavam obedecendo ao padrão que lhes era esperado, que faziam a coisa certa. Mesmo anulando-se. E hoje entendem que não precisava ser dessa forma. Frustram-se. Deprimem-se. São insatisfeitas com elas próprias pelo que foram, o que são.
Se sua mãe tem entre 40 e 60 anos, pergunte a ela o que lhe dá prazer, escute-a, ajude-a. Mostre a ela que está viva, que o passado já se foi e o futuro é agora. Elas podem fazer diferente, se verem diferente, se sentirem diferente. Ser a diferença! Satisfeitas!

domingo, 5 de agosto de 2007

Desencontro

Naquela noite fria eu queria te encontrar
Trocar juras de amor, deixar por ti me apaixonar
Mas foi tão diferente, o destino quis assim,
Ressurgiram sentimentos, não os queria junto a mim

Estava eu confuso, insatisfeito com o amor,
Um relacionamento muito intenso que findou
Deixou-me cicatrizes, receio e muita dor,
Por ter tido esperança, ao final, me bloqueou

Mas ainda, acredito, vou viver nova paixão
Ternura e afeto, cuidarei meu coração,
Quando te conheci momento mágico rolou
Encanto e leveza você me proporcionou

Agora o que espero é poder te encontrar
Trocar muitas carícias, ter teu corpo, te amar
Meu bem não se espante sou sincero ao falar
Tem vezes que na vida é preciso relutar

Acreditar no sentimento e deixar ele levar
É muito importante, você consegue, pode tentar
Não haja por instinto ou para outro agradar
Seja leal a você mesmo e assim entenderá

Resolva o pendente pra poder ir adiante
Inúmeras possibilidades surgirão em um instante
Esteja pronto para o novo, o medo deixe de fora,
Respeite suas escolhas, cada coisa a sua hora

Desencontro
Esse o ponto
Sintonia
Estar a fim

Reencontro
Pressuposto
Para reforçar o sim
Te quero pra mim

Hécate

Hécate, Ártemis, Selene
Tamanha contradição
Deusa lunar perene
Luz e escuridão

Honra e sabedoria
Para o caminho indicar
São atributos dessa Guia
Livre para andar

Entre céu, terra e inferno
E cada fase lunar
Respeitada onde passe
Sabe a sombra controlar

Conhece o obscuro
Para assim o dominar
Tendo consciência do todo
Pode então analisar

De forma alguma impassível
Paradoxos relativos
Intensa e sensível
Faz pensar e repensar

Através de minhas escolhas
Posso a ela me igualar
Olhando-me sem censura
A escuridão encontrar

Auto-conhecimento
Através do pensamento
Autonomia, discernimento
Não encerrado o tormento

As atitudes tomadas
Os caminhos a escolher
Refletirão diretamente
Em meu repleto viver

Se não souber a direção
Esperar sem apreensão
Aceitar a verdade em questão
Os encantos de Hécate me levarão

domingo, 29 de julho de 2007

Pan

Do adjetivo grego pâs, pâsa, pân (formas masculina, feminina e neutra respectivamente). No português é um prefixo. A função de um prefixo é essencialmente alterar a base de significação do radical. Sendo o radical elemento portador de significado, poderia-se dizer que um prefixo não tem significação própria. Certo? Errado! Cada prefixo é provido de significado a fim de direcionar o sentido da mudança que sofre o radical. Sobre este aspecto podemos ver em Pan-Americano, nome dado à competição esportiva realizada entre países da América do Sul, da América Central e da América do Norte.
Pan, segundo o dicionário Houaiss, significa todos, interidade. Acompanhando o radical americano, acrescenta a idéia de totalidade mudando o que poderia ser somente um país, um cidadão da América para o grupo inteiro de países ou cidadãos americanos, os quais, através de seus estimados atletas, de corpo presente ou por meio de canais de comunicação, estão empenhados no objetivo de ter bons resultados, receber várias medalhas, ver seu país na melhor colocação possível na competição. Assim, constrói-se no coração de cada um de nós americanos a sensação de orgulho em relação ao seu país, o famoso orgulho nacional.
O mesmo dicionário continua com significando pan como todo o possível e tudo possível. Estes fazem meu pensamento ir mais longe. Pensemos no Pan do Brasil, este que está findando hoje. Muita coisa aconteceu nesses dias. Os acontecimentos foram marcantes e surpreendentes desde o primeiro momento. Em primeira análise lembremos que o Pan do Brasil foi o primeiro de toda a história dos Jogos Pan-Americanos a não ter o discurso de abertura realizado pelo chefe de estado do país anfitrião.
Ao pensar neste fato sinto repulsa e esperança. A repulsa é por lembrar de toda a corrupção, as mentiras, a falsa democracia e o despreparo das pessoas que comandam o nosso país e saber que nada mudará a curto ou médio prazo. A esperança é por ver a ousadia do povo brasileiro que se fazia presente ao vaiar nosso presidente. A questão aqui não é em relação a uma pessoa simplesmente, mas em relação ao sistema. Se cidadãos brasileiros tiveram a coragem de vaiar perante a imprensa de toda a América, senão do mundo, o representante geral da nação (a esperança não me deixa!), é capaz q haja força para mudarmos a política existente em nosso país. Nenhuma daquelas pessoas preocupou-se com as aparências, ninguém achou melhor passar ao mundo a imagem de que tudo estava bem. A máscara caiu. Os brasileiros estão insatisfeitos!
Dois dias se passaram então, parecia que tudo estava tranqüilo, as atenções voltadas ao Pan. Os noticiários cheios de informações sobre atletas e competições. Foi quando houve outro fato que marcará para sempre o ano de 2007, o acidente com o avião da TAM no aeroporto de Congonhas. Até hoje, passadas praticamente duas semanas, não se esclareceu os motivos dessa catástrofe. O número de vítimas do acidente continua a aumentar. Dos corpos encontrados, muitos a identificar. O caos permanece. Na cabeça e no coração das pessoas que perderam seus entes queridos e no sistema de aviação brasileiro. É uma vergonha! Tantos paradoxos, falta de vontade política, descaso.
Cabe a nós brasileiros, não individualmente, mas como totalidade da nação, usarmos o prefixo pan, de acordo com sua significação, com radicais que nos proporcionem maior segurança e confiança. Devemos, como povo brasileiro, ter pan-idéias, pan-iniciativas, pan-participação e pan-amor pela nossa pátria, e por nós, cidadãos dessa pátria, a fim de construir um país com pan-felicidade para todos! Pan-pan-pan-pan!

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Não me deixe triste

Don't Let Me Down, Beatles, é o que escuto agora sem saber se peço a mim ou a alguém que não está aqui.
Acontece que estou só. Cabe a mim administrar minha tristeza.
A pensar em ti e na distância que nos separa, sinto uma vontade ainda maior de estar contigo esta noite, para saciarmos nossos corpos.
Porém estou sem ti.
Olho para os dvds que aqui estão, para o livro que há dias permanece no mesmo lugar. Não tenho vontade deles.
Recorro a um baseado e a cervejas para amenizar o que sinto. Talvez preferisse algo mais forte. Me distraio. O tempo passa.
Tenho vontade da tua pele tocando a minha pele, dos teus lábios nos meus lábios, explorando meu corpo, do teu corpo fervilhando no meu de desejo, um só corpo.
Danço uma dança sensual e triste.
Triste. Quem motiva meu corpo em movimento não está aqui.
Sensual. Sinto-me bem ao ver meu corpo nu retorcendo-se de prazer. Êxtase estabelecido por mim.
Só por mim.
Pensando em ti.
A tristeza diminui neste momento. Tu me fizeste bem.
Talvez eu te prefira aqui. Não tenho certeza. Tu não estás aqui. Não tenho tuas carícias. Não tenho tua voz. Não te tenho a excitar meus sentidos.
Desapontamento. Sentimento ambíguo. Um quê de força.
Não me deixe triste. Fique onde está. Não fique triste. Nosso amor durará para sempre.
Tu ficarás em minha lembrança.
Não aqui.
Tenho algo que muitos não tem e o querem. E isto, também fonte de enorme prazer.
Tenho liberdade!
Tenho a certeza de que sou responsável pelas decisões que tomar. Só eu. Pelo rumo que minha vida terá. Eu sou!
Procuro agir de forma a não deixar-me triste. Não pensar-me triste. Confio em minhas decisões. Confio em meu prazer. Confio em mim.
Tu me fizeste bem.
Eu me faço bem!