segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Curso de Som Perestroika - Sábados IX e X

A fim de antecipar o término do curso, tivemos um intensivo (duas aulas em um único sábado). Por isso, tb faço o registro das duas aulas em um único texto.

Eu, pra variar, cheguei atrasada. Não estava adaptada a ter aula sábado de manhã; assim posso me dar um desconto. Nesta primeira parte do dia, tivemos de produzir dois jingles, um de cada equipe (a turma foi dividida em duas), para o Opinião. O brief era Volte vivo do verão para ir no Opinião. A partir daí, tivemos de criar a letra, a melodia, gravar... Devido a isso, nossa aula foi na LoopReclame: vivenciamos todo o processo. Descobri a importância do brief e reafirmei a necessidade de se expor o que pensa mesmo que vá de encontro à maioria (isso pode evitar um equívoco). Como nunca havia entrado em um estúdio para gravar e muito menos participado da produção de um jingle, curti muito a experiência.

Passado o momento de descontração (almoço, bate-papo), tivemos a última aula. Esta foi com o Piá, da Rádio Ipanema. Primeiro ele contou um pouco da sua história, o percurso que fez para chegar até seu atual momento. Dividiu conosco alguns de seus gostos musicais e falou sobre alguns de seus ídolos da música Black. Ele havia levado grande parte de seu equipamento de mixagem e demonstrou várias técnicas. Inclusive pudemos realizar algumas pessoalmente.

Neste sábado, conversamos sobre um possível módulo dois do curso. Talvez ele aconteça no próximo ano. Não sei se participarei. Mas, posso afirmar que aprendi bastante com o curso de som da Perestroika. Não só o que expus aqui, mas também o que se fez intrínseco: aprendizados reais através de situações banais.

Curso de Som Peresroika - Sábado VIII

A aula de hj foi com Adriano Basegio, do TEPA, que, segundo ele, gostaria de ser músico mas virou ator e passou a trabalhar com música no teatro.
Primeiro realizamos uma atividade na qual, em círculo e com os olhos fechados, tínhamos de bater palmas. A intenção era que percebêssemos a energia que flui e faz com que batamos palmas no mesmo ritmo.
Depois tivemos de produzir os mais variados sons a partir da nossa voz somente. Duas atrizes do TEPA participaram da aula para ajudar nas atividades. Foram produzidos diferentes sons, uns mais ousados, outros mais tímidos. A questão é que todos participaram. A partir daí, trabalhamos a trajetória do som, pela qual uma mesma frase ou ruído pode sofrer alteração pelo simples interpretar de sua interação com o espaço.
Em seguida, tivemos de produzir sons a partir de objetos e, através destes, formar uma narrativa (sem narrador). O som produzido deveria levar o ouvinte a suas próprias conclusões sobre o que estava sendo contado. O som tirado de objetos deveria levar ao entendimento da história.
Enfim, a turma dividida em dois grupos, tivemos de formar duas peças para as quais só poderiam ser utilizados o som produzido por nós mesmos (corporal)e a atuação da atriz do TEPA.
Ficou evidente o quanto o som é importante no teatro. O som produzido para a cena, o som produzido em cena e o não-som (o silêncio). Silêncio que muitas vezes fala mais alto que qq coisa q possa ser dita. Deixemos que ele fale agora!

Curso de Som Perestroika - Sábado VII

Gente, o curso hoje foi com o Tejo Damasceno, gaúcho, mas há tempos foi pra São Paulo ganhar a vida. Pra ter uma idéia o cara é tímido (ou tava chapado pq deu um nervoso, um branco, no início da aula!) Achei legal, um cara simples, bem acessível.

O tema da aula era: Música feita por não-músicos. Ou seja, o cara não toca nenhum instrumento musical, mas se sustenta através da música! Dá pra encarar? O cara entende de programa de computador, mexe com música eletronicamente. E não toca nada!

Pra mim, q não toco nada, foi uma linha de identificação. Apesar de que, entre adquirir esses programas d computador pra fazer música eletrônica (Sonar, Garage, entre outros) e comprar um instrumento pra aprender a tocar, to mais pra tocar violão!

Seguimos a vertente de trilha sonora para cinema e TV, colagem de som e tal. O Tejo faz vários trabalhos nesse sentido com o Instituto, fundado por ele e mais dois parceiros. Ele falou bastante sobre o lance ideológico: trabalhar para ganhar dinheiro ou se dedicar ao que vc acredita? Um lance muito manero: ele e seus parceros resolveram seguir no que acreditavam.

Acabaram trabalhando com música de periferia (funk, hip hop, enfim), junto a outros trabalhos paralelos que surgiam no meio da publicidade. Começaram a ser reconhecidos, ganharam alguns prêmios no exterior, estavam acontecendo. Suas ofertas de trabalho expandiram. A ideologia se sobrepôs ao lucro sem sentido!

Um de seus últimos trabalhos foi Alice, série da HBO. O cara disse que foi um grande aprendizado pq ele teve q mexer com músicas que n faziam normalmente parte de seu material de trabalho. Pela protagonista ser de classe média, o q ela ouvia n era bem música de periferia. Por isso a diferença. Mais um exemplo de que na vida a gente tah sempre aprendendo!

Ele falou sb a qualidade das séries brasileiras, relembrou com carinho as séries Mandraque e Filhos do carnaval, dividiu algumas de suas experiências com Alice e pôs esperança na lei que obriga 30% da programação de TV a cabo pertencer ao país de exibição.

Sabe que ele pode ter razão mesmo? Quem sabe, com os gringos investindo na gente, começam a sair programações melhores? Eles não vão exibir qq coisa para seu público, mais exigente. Terão q injetar dinheiro nesse mercado. Esperando o devido retorno, é claro!

Esperança para quem trabalha com arte! Esperança para quem trabalha com música! Esperança para quem simplesmente admira boa arte e boa música! Alice talvez seja uma das pioneiras de muitas séries brasileiras patrocinadas por empresas estrangeiras.

Infelizmente só consegui ver um capítulo da série e n quero criar opinião com base em tão pouco. Mas, quando eu tiver condições, assistirei a série inteira. Vai que ela faça história? Bem, curiosa eu já estou! E vc?