quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Dúvida [2]

Não sei se corro ou se fico
Se gasto ou se economizo
Se dou prioridade ao riso
Se emudeço ou grito

Não sei se sozinha sigo
Mesmo sem tal brilho
E se me dedico e vivo
Mas inconfiável fico?

Não sei se vivo ou morro
Não sei se amo ou luto
Não sei se paro ou sigo
Não sei de meu suplício

Mas sei que capacidade de
escolha é um bem supremo
E que pra cada escolha um
Aviso: Te Quero!

Distância da Troca

Há vezes que por certo não aguento
Quanto mais perto, maior tormento
E vem a distância como acalento
Explora cada um seu momento

Como é bom o desprendimento
Cada um com seu passatempo
Muitas gamas de pensamento
Vários corpos em movimento

Indivíduos e seus afazeres
Sujeitos por seus prazeres
Amantes de seus saberes

Então, novidade, saudade
A companhia não é óbvia
E a troca é de verdade

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Segura a onda!

Às vezes fazer o que deve ser feito - ou não fazer nada - é muito difícil!
Principalmente quando se está na pilha e precisa se policiar.
Especialmente quando tem de controlar a si mesmo.
Possibilidades tentadoras. Calma aí. Segura a onda!
Em breve a noite solitária irá passar.
O dia irá raiar. E a rotina imperar.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Escusa

Por que me acusas se te quero tanto?
Não é suficiente o prazer que se sente
Que converte em alegria a melancolia
Que traz a paz, a harmonia?

Por que vês maldade onde há encanto?
Não foi convincente a poesia que se lia
Que traduz em palavras o sentimento
Que traz amor, contentamento?

Por que queres ao invés do riso o pranto?
Não fora contundente almas em conexão
Que transforma em um o que era dois
Que traz a esperança no depois?

Quero-te como quer água o sedento
Como quer alimento o faminto
Como quer terra a planta

Quero-te com confiança
Sem inseguranças
Não te escusas!