quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Fatalístico

Falta
Amor
Falta
Coragem
Falta
Dinheiro
Falta
Fomento
Falta
Inocência
Falta
Otimismo
Falta
Sossego
Falta
Tempo
Mas se
Falta
Verdade
Fatal

sábado, 11 de junho de 2011

Realidade paralela

Era um momento inoportuno; sim, ela sabia o porquê
Motivação arbitrária: chegara aos poucos até prevalecer
A questão é que, nos dois mundos, não se queria entender

Se foi de um lado ou de outro, ambos ali a seu ver
Deveras ao acaso ou a seu proceder. Ora muito
Não se queria fazer. Nem tão pouco ceder

Controle preciso pra paciência manter
Assim se fez; mais uma vez, se refez
Outrora a fim de comprometer

Conte sempre
Com quem está presente!
Quem é diferente... indiferente

segunda-feira, 28 de março de 2011

Do contra

_________________________NÃO CONTRA__________________ATACO CONTRA__________________AÇÃO CONTRA__________________TEMPO _________________________VIVO

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Ira do incompreendido

Nasceu chorando! Não como toda criança, assustada por ver-se privada do ventre da mãe. Seu choro era de indignação! De revolta! Como não lhe deram a possibilidade de ali permanecer?!
Dada a atitude que com ele tiveram: quando criança, resolveu fazer o que bem entendesse. Quando jovem, já a todos agredia. Adulto, sua expressão era a ironia. Nada lhe interessava, nada lhe pertencia. O mundo não o acolhia. "Mundo ignóbil, injusto, cruel! Desgraça de tempos perdidos! Humanidade sem esperança![...]"
Fechou-se em seu ser. O mundo que construíra, embora fictício, diminuía seu deslocamento.

Raiva & Pessimismo

Há quem fique irritado ao ser motivo de chacota, há quem fique irritado por não alcançar um objetivo traçado, há quem fique irritado ao ser contrariado.
Sêneca disse que devemos ser mais pessimistas para evitar a raiva. Ele explica que, analisando as possibilidades de algo dar errado, estaremos preparados se isso vier a acontecer, não sendo pegos de surpresa pela insatisfação, sabendo lidar com a situação.
Concordo com tal pensador quanto ao fato de que aceitarmos que nem tudo está sob nosso controle e estarmos preparados para o pior ajuda a dominar o sentimento de frustração e logo a raiva que tende a segui-lo.
Porém, nem sempre temos capacidade de tamanho autodomínio. Nos sentimos injustiçados, apunhalados, dilacerados e a raiva pode ser, muitas vezes, o sentimento que nos ajuda a superar, nos reerguer. Mesmo não sendo o ideal de motivação!
Quero deixar claro aqui que prefiro basear a superação de meus problemas no otimismo, na esperança de novos projetos. Mas, não poderia deixar de mencionar: quando a ira me tomar (se a causou então!), saia de perto, atravesse a rua, siga outra direção!
É melhor evitar confusão!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Divagando sobre a gula

Todo mundo (não adianta dizer o contrário) quando ouve falar em gula, imagina um gordo enorme, obeso, quase explodindo, se empanturrando de comida, com a boca toda rebocada, com o olho explodindo olhando pra mesa cheia de todo o tipo de comida, que ele vai devorar!
É, talvez essa percepção seja a minha! Mas é isso mesmo que me vem à cabeça quando penso em gula. Talvez por influência daquele filme com o Brad Pitt (huum) - Seven: os sete crimes capitais. A figura do guloso que me vem à mente é bem parecida àquela retratada ali.
Mas, nem toda gula consiste em se empanturrar de comida até passar mal ou até morrer. Acredito na gula com muito mais amplitude.
Gula é o prazer do exagero. É passar dos limites. É contentar-se no extremo. É transpor a medida. É fazer demais. É ser demais. É mais, mais e mais. É a busca da satisfação suprema através do excesso. Muito mais do que em questões gastronômicas. Gula é a demasia como meio de felicidade!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Just don't care!

Porque há momentos em que o melhor a fazer é não se importar.
Para aproveitar sem querer saber o que os outros pensam.
Para não se incomodar com o que é irrelevante.
Preocupe-se com o que realmente importa.
Ou melhor: não se importe!
Eu não me importo!

sábado, 8 de janeiro de 2011

Cama ou Maca?

A junção de dois seres, assim como a de duas sílabas distintas, torna possível diversas construções, resulta em diferentes organizações e pode tender para paradoxais realizações.
Pensando assim, nossa protagonista divaga sobre variantes relações, analisa complicações e espera por diversões; mas chega a pequenas ou simples conclusões.
Catita namora Maneco e não entende porque ele cria mirabolantes ideias de traição, viaja em ciúmes de papelão e não tem domínio de seu cérebro e coração. Pensa muita bobagem, age por impulso e volta e meia troca os pés pelas mãos. Ela o deseja, não sabe o que fazer.
Maneco namora Catita e não entende porque ela o quer ao invés de outras opções. Se desvaloriza e desvaloriza aquela que lhe quer: a entristece. Ou ele está com medo do que sente, ou está dando uma desculpa conveniente.
Mas a paixão ainda está latente. E, como dois náufragos, eles se unem em busca de uma saída dessa ilha; querem uma solução, algo que traga compreensão para esse aflito coração e harmonia para essa união. Porém, está difícil tal percepção.
Talvez Maneco não tenha capacidade para contornar esse problema e relacionar-se em paz com Catita. Talvez Maneco nem deseje que isso aconteça. Talvez Catita esteja cansada de se esforçar para que a relação dê certo. Talvez Catita esteja descrente que isso aconteça. Ou talvez a questão apareça - o que é melhor: superação ou separação?
Analisando a situação com razão, mas não se livrando da ilusão, Catita brinca com seus nomes e chega à seguinte percepção: Catita e Maneco ou Maneco e Catita, CaMa ou MaCa, MaCa ou CaMa... qual deverá prevalecer? qual será o destino dessa relação?
Ou aceitam tal sensação e se entregam de corpo e alma, sem paranóias ou constante discussão: Cama!
Ou desistem desse sentimento que poderia ser um prazer, mas está morrendo pelo desgaste que se repete e o tempo não finda: Maca!
O que escolher? Só Catita e Maneco podem resolver!