segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Ira do incompreendido

Nasceu chorando! Não como toda criança, assustada por ver-se privada do ventre da mãe. Seu choro era de indignação! De revolta! Como não lhe deram a possibilidade de ali permanecer?!
Dada a atitude que com ele tiveram: quando criança, resolveu fazer o que bem entendesse. Quando jovem, já a todos agredia. Adulto, sua expressão era a ironia. Nada lhe interessava, nada lhe pertencia. O mundo não o acolhia. "Mundo ignóbil, injusto, cruel! Desgraça de tempos perdidos! Humanidade sem esperança![...]"
Fechou-se em seu ser. O mundo que construíra, embora fictício, diminuía seu deslocamento.

Raiva & Pessimismo

Há quem fique irritado ao ser motivo de chacota, há quem fique irritado por não alcançar um objetivo traçado, há quem fique irritado ao ser contrariado.
Sêneca disse que devemos ser mais pessimistas para evitar a raiva. Ele explica que, analisando as possibilidades de algo dar errado, estaremos preparados se isso vier a acontecer, não sendo pegos de surpresa pela insatisfação, sabendo lidar com a situação.
Concordo com tal pensador quanto ao fato de que aceitarmos que nem tudo está sob nosso controle e estarmos preparados para o pior ajuda a dominar o sentimento de frustração e logo a raiva que tende a segui-lo.
Porém, nem sempre temos capacidade de tamanho autodomínio. Nos sentimos injustiçados, apunhalados, dilacerados e a raiva pode ser, muitas vezes, o sentimento que nos ajuda a superar, nos reerguer. Mesmo não sendo o ideal de motivação!
Quero deixar claro aqui que prefiro basear a superação de meus problemas no otimismo, na esperança de novos projetos. Mas, não poderia deixar de mencionar: quando a ira me tomar (se a causou então!), saia de perto, atravesse a rua, siga outra direção!
É melhor evitar confusão!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Divagando sobre a gula

Todo mundo (não adianta dizer o contrário) quando ouve falar em gula, imagina um gordo enorme, obeso, quase explodindo, se empanturrando de comida, com a boca toda rebocada, com o olho explodindo olhando pra mesa cheia de todo o tipo de comida, que ele vai devorar!
É, talvez essa percepção seja a minha! Mas é isso mesmo que me vem à cabeça quando penso em gula. Talvez por influência daquele filme com o Brad Pitt (huum) - Seven: os sete crimes capitais. A figura do guloso que me vem à mente é bem parecida àquela retratada ali.
Mas, nem toda gula consiste em se empanturrar de comida até passar mal ou até morrer. Acredito na gula com muito mais amplitude.
Gula é o prazer do exagero. É passar dos limites. É contentar-se no extremo. É transpor a medida. É fazer demais. É ser demais. É mais, mais e mais. É a busca da satisfação suprema através do excesso. Muito mais do que em questões gastronômicas. Gula é a demasia como meio de felicidade!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Just don't care!

Porque há momentos em que o melhor a fazer é não se importar.
Para aproveitar sem querer saber o que os outros pensam.
Para não se incomodar com o que é irrelevante.
Preocupe-se com o que realmente importa.
Ou melhor: não se importe!
Eu não me importo!