sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Ele e Ela

Ela criada de forma tradicional. Ele liberal.
Ele triste por existir. Ela por não saber quem era.
Ela o ensinou que é bom viver. Aprender.
Ele a ensinou a conhecer-se melhor. Saber-se.
Conhecimentos diferentes. Personalidades tais. Trocas reais. Felicidades supremas. Tristezas extremas. Assim seguiram. Se apoiando. Trocando. Se amando. Brigando. E as trocas não foram suficientes para que convivessem com a felicidade em par. De um lado ou de outro algo não se quis mudar. Sabe-se que não são os mesmos. Ambos com entendimento de maior amplitude do que antes. Com personalidades mais preparadas. Apuradas. Têm consciência de que um ao outro ajudaram no caminho da plenitude. Por saberem disso sabem que não falharam.
Ela e Ele estão certos de que um pela vida do outro passaram para que pessoas melhores se tornassem. Agora livres cada um segue colhendo flores e/ou espinhos sozinho. Seu caminho. Aprenderam a se ver sem o outro. Viver sem o outro. Ser sem o outro.
Ele e Ela se amam. Isto é certo. Mas há dúvida quanto ao tipo de amor. Então libertam-se a fim de descobrirem o que a vida lhes reserva. O que cada um trilhará. Pois o caminho a dois estava muito difícil. E mais adiante ninguém sabe.
Ela e Ele querem ser felizes. Ela e Ele não querem raízes. Ela e Ele estão sublimes.
Ele e Ela.
Ele.
Ela.

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