Curso de Som Perestroika - Sábado VII

Gente, o curso hoje foi com o Tejo Damasceno, gaúcho, mas há tempos foi pra São Paulo ganhar a vida. Pra ter uma idéia o cara é tímido (ou tava chapado pq deu um nervoso, um branco, no início da aula!) Achei legal, um cara simples, bem acessível.

O tema da aula era: Música feita por não-músicos. Ou seja, o cara não toca nenhum instrumento musical, mas se sustenta através da música! Dá pra encarar? O cara entende de programa de computador, mexe com música eletronicamente. E não toca nada!

Pra mim, q não toco nada, foi uma linha de identificação. Apesar de que, entre adquirir esses programas d computador pra fazer música eletrônica (Sonar, Garage, entre outros) e comprar um instrumento pra aprender a tocar, to mais pra tocar violão!

Seguimos a vertente de trilha sonora para cinema e TV, colagem de som e tal. O Tejo faz vários trabalhos nesse sentido com o Instituto, fundado por ele e mais dois parceiros. Ele falou bastante sobre o lance ideológico: trabalhar para ganhar dinheiro ou se dedicar ao que vc acredita? Um lance muito manero: ele e seus parceros resolveram seguir no que acreditavam.

Acabaram trabalhando com música de periferia (funk, hip hop, enfim), junto a outros trabalhos paralelos que surgiam no meio da publicidade. Começaram a ser reconhecidos, ganharam alguns prêmios no exterior, estavam acontecendo. Suas ofertas de trabalho expandiram. A ideologia se sobrepôs ao lucro sem sentido!

Um de seus últimos trabalhos foi Alice, série da HBO. O cara disse que foi um grande aprendizado pq ele teve q mexer com músicas que n faziam normalmente parte de seu material de trabalho. Pela protagonista ser de classe média, o q ela ouvia n era bem música de periferia. Por isso a diferença. Mais um exemplo de que na vida a gente tah sempre aprendendo!

Ele falou sb a qualidade das séries brasileiras, relembrou com carinho as séries Mandraque e Filhos do carnaval, dividiu algumas de suas experiências com Alice e pôs esperança na lei que obriga 30% da programação de TV a cabo pertencer ao país de exibição.

Sabe que ele pode ter razão mesmo? Quem sabe, com os gringos investindo na gente, começam a sair programações melhores? Eles não vão exibir qq coisa para seu público, mais exigente. Terão q injetar dinheiro nesse mercado. Esperando o devido retorno, é claro!

Esperança para quem trabalha com arte! Esperança para quem trabalha com música! Esperança para quem simplesmente admira boa arte e boa música! Alice talvez seja uma das pioneiras de muitas séries brasileiras patrocinadas por empresas estrangeiras.

Infelizmente só consegui ver um capítulo da série e n quero criar opinião com base em tão pouco. Mas, quando eu tiver condições, assistirei a série inteira. Vai que ela faça história? Bem, curiosa eu já estou! E vc?

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