sexta-feira, 25 de junho de 2010

Paralelos

Sirvo a taça de vinho. Estou só. Embora em companhia.
Entre tantos, não sou mais que uma presença fugidia.

Acostumada a defender-me da própria armadilha
Analiso cada escolha com cautela e ousadia.

De repente: percepções, olhares, e-mails afins.
Como poderia alguém despertar-me assim?

Como entender o encanto? Um livro? Um canto?
Como saber a harmonia? Distância? Nostalgia?

Muitos questionamentos, poucas certezas.
Diversos prazeres. Dois corpos: um corpo.

E (olhando a garrafa vazia)
como chega a noite
vem também o dia.

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