Paixão

Se guardares na caixinha dia a dia a impressão
Se deixares o sentimento escondido no caixão
Se quiseres dizer sim mas insistires no não
Qual há de ser sua real manifestação?

Mas sei que sentes, que queres, que sabes:
Esse sentir que renova o ser, um elixir
Esse querer que inebria, turva, delicia
Essa ciência insipiente, contradizente

Caixas abrindo, bocas parindo
Sempre há riscos a correr
Não há mais o que dizer

Comentários

Carla Soares disse…
Adorei o poema! Que bom ler novidades no teu blog. Beijão
Que honra te ter como leitora, minha amiga!

Obrigada pelo carinho!

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