domingo, 6 de fevereiro de 2011

Divagando sobre a gula

Todo mundo (não adianta dizer o contrário) quando ouve falar em gula, imagina um gordo enorme, obeso, quase explodindo, se empanturrando de comida, com a boca toda rebocada, com o olho explodindo olhando pra mesa cheia de todo o tipo de comida, que ele vai devorar!
É, talvez essa percepção seja a minha! Mas é isso mesmo que me vem à cabeça quando penso em gula. Talvez por influência daquele filme com o Brad Pitt (huum) - Seven: os sete crimes capitais. A figura do guloso que me vem à mente é bem parecida àquela retratada ali.
Mas, nem toda gula consiste em se empanturrar de comida até passar mal ou até morrer. Acredito na gula com muito mais amplitude.
Gula é o prazer do exagero. É passar dos limites. É contentar-se no extremo. É transpor a medida. É fazer demais. É ser demais. É mais, mais e mais. É a busca da satisfação suprema através do excesso. Muito mais do que em questões gastronômicas. Gula é a demasia como meio de felicidade!

5 comentários:

Carla Soares disse...

Essa é a gula que não engorda, consome...

Belo texto!
Beijossssss

Wagner Sabbado da Rosa disse...

Gula, compulsão.
curti otexto, me faz pensar sobre...a gula.
To seguindo. :)

Karina Santana disse...

Estou saindo para o sarau dos sete pecados capitais. Hoje: gula! Vou compartilhar de outras ideias sb o tema! Valeu pelos coments! Até mais!

Jari da Rocha disse...

Os pecados se confundem, ha, de certa forma, uma combinação de pecados, que, e princípio devem gerar outras variações. A gula, assim como os demais está relacionada ao excesso. Portanto, parcimônia!!! Belo texto.

Karina Santana disse...

Realmente, Jari, os pecados se misturam e o excesso é o vilão de todos. Pois que problema há em fazer de tudo um pouquinho!? Só há problema pq passamos da medida. Equilíbrio é a chave! Mas, difícil é encontrá-lo.