segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Ira do incompreendido

Nasceu chorando! Não como toda criança, assustada por ver-se privada do ventre da mãe. Seu choro era de indignação! De revolta! Como não lhe deram a possibilidade de ali permanecer?!
Dada a atitude que com ele tiveram: quando criança, resolveu fazer o que bem entendesse. Quando jovem, já a todos agredia. Adulto, sua expressão era a ironia. Nada lhe interessava, nada lhe pertencia. O mundo não o acolhia. "Mundo ignóbil, injusto, cruel! Desgraça de tempos perdidos! Humanidade sem esperança![...]"
Fechou-se em seu ser. O mundo que construíra, embora fictício, diminuía seu deslocamento.

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