quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Curso de Som Perestroika - Sábado VI

Esta aula foi ma-ra-vi-lho-sa! Sempre que tem a ver com escrever eu amoooo! Tah certo que a publicidade e/ou a tecnologia são bem interessantes e inclusive bem atuais. Mas, como escrever é minha paixão, a aula de composição, sem dúvida, estaria entre minhas preferidas!

Composição aí engloba letra e melodia, como deveria ser; e o professor do dia foi o compositor Rodrigo Leão, de São Paulo. Com a banda Professor Antena, pertenceu à cena musical da década de 80, época em que consolidou muitas das relações artísticas que ainda mantém.

Falando sobre composição, o Rodrigo falou muitas frases relevantes e nos deu algumas dicas. Algumas das frases foram:

O sucesso é muito mais o gosto de quem houve do que o talento de quem faz.

A aceitação do público dita o que é sucesso. Não tem nada a ver pensar que algo não faz sucesso porque o criador não tem talento.

Música é o pano de fundo emocional da vida.

E não é? Eu não discordaria nunca dessa afirmação. Há quem discorde?

A música permite que você expanda seu raio de troca.

Sim! Através da música podemos alcançar pessoas distantes de nós, pessoas que talvez não tivéssemos contato se não fosse musicalmente. A música nos permite ir mais longe.

Você deve criar algo que significa alguma coisa para você e/ou para quem está perto de você.

A verdade se expande e se mantém; o que não for verdade, mesmo que se expanda, não dura. E, para conseguirmos esta verdade, devemos estar preocupados com ela, conosco, e não com o que os outros pensam; caso contrário não será a nossa verdade.

Ele completou dizendo que, para fazer sucesso no Brasil tem que ser popular. Por exemplo, a música Saideira, interpretada pelo grupo Skank, foi escrita pelo Rodrigo em 15 minutos e foi um sucesso. Já a música Formato mínimo, interpretada pela mesma banda, a qual levou quatro meses para escrever, mais densa e com um vocabulário mais apurado, não foi nem música de trabalho. É sim muito admirada, mas não teve o mesmo sucesso!

Quanto às dicas:

  1. Fluxo de consciência (Mapa mental): este exercício serve para abrirmos mão do controle. Mentalizamos o assunto tema e nos permitimos, a partir dele, sequenciar outros temas, relacionados, mas sem a obrigatoriedade de racionalizar o que segue. Quando nos damos conta, montamos uma seqüencia com idéias que nunca relacionaríamos se o fizéssemos conscientemente, controlando-nos.
  2. Práticas de composição: internet; o quanto se leu e ouviu de música; quanto maior o número de acordes que se souber melhor; ter um assunto central (senão não haverá onde chegar).
  3. Encontrar em outras obras, de música ou literatura, idéias que inspirem.
  4. Retirar frases, copiar pedaços de músicas ou textos litarários a fim de formar os seus.
  5. Poder + memória: palavras. Façamos bom uso desse poder!

Todas estas dicas e frase foram muito bem vindas! Agora terei de pensar, dedicar-me para expressar minha verdade pessoal, que, conforme Rodrigo Leão, nada mais é do que um texto original + uma forma original.


domingo, 23 de novembro de 2008

Irreversible


video


Filme francês lançado em 2002. Eu o assisti semana passada e juro: é um soco no estômago! Não adianta! Tem coisas que são irreversíveis e, por mais que você faça, não tem como mudá-las!

O filme é uma obra de arte! A história é contada de trás para frente e por diversos momentos temos a imagem rodando na tela. Ao meu ver, ambos os recursos servem para expressar que nem sempre temos nossa vida em ordem, não temos tudo sob controle.

Arte é subjetiva! Permite diferentes interpretações. O filme aborda diversos aspectos interessantes que poderiam ser discutidos aqui: a importância da sexualidade nas nossas vidas, a independência feminina, a omissão frente ao problema do outro; isto para citar alguns, pois são inúmeros.

Entretanto, o principal é como as coisas podem de uma hora para outra ir da tranqüilidade suprema para o desespero extremo, da racionalidade à irracionalidade. Somos racionais sim, mas certos sentimentos, do prazer ao medo, podem nos deixar totalmente instintivos.

Vale muito a pena assistir a esse filme! Eu recomendo! Mas prepare-se, tem cenas fortes. E sobretudo, assista ao filme duas vezes seguidas (eu fiz assim). Por quê? Bem, nós temos uma tendência a querermos finais felizes e muitas vezes deixamos essa vontade prevalecer sobre a imagem.

Assista o filme duas vezes! Só assim você se dará conta de alguns detalhes (um em especial, não direi qual) e terá certeza de que há coisas irreversíveis na vida e que agir/tomar decisões de cabeça quente pode contribuir para que tenhamos atitudes tão ou mais irracionais do que aquela que queremos consertar.

P.S. se alguém que já assistiu quiser palpitar sobre o detalhe em questão... a minha dica é que tem a ver com o Tênia; ninguém que eu conheço que viu o filme uma vez só se deu conta disso; será que você sabe do que estou falando ou preferiu ver o final feliz?

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Propriedade versus Sujeito

Quando penso a desigualdade social não consigo deixar de revoltar-me com o fato de que há muito na mão de poucos e pouquíssimo na mão de muitíssimos. Sim, estou me referindo a bens, propriedades.

Pergunto-me sempre por que a propriedade privada é direito de alguns, enquanto outros morrem sem um mínimo de dignidade. Há quem não viva, sobreviva! Com um discurso de igualdade para todos, fica difícil compreender este disparate!

Surpresa minha foi descobrir que o contrário está garantido por lei! Surpresa foi saber que um salário digno está garantido em constituição para o trabalhador brasileiro! Surpresa foi dar-me conta de que as leis estão criadas, mas não são cumpridas. E maior surpresa ainda foi constatar que a Igreja sempre soube da possibilidade da desigualdade, do crescimento da mesma, e nunca fez nada além de bonitos discursos.

Desde o ano de 1891, a Igreja começou a manifestar-se a favor do capitalismo em detrimento do socialismo. Com a Rerum Novarum, o Papa Leão XIII rejeitou a proposta capitalista e afirmou a propriedade privada. Entretanto, ele defendia (1) o acesso à propriedade privada dos bens de consumo, (2) o acesso do trabalhador à propriedade privada dos meios de produção e (3) rejeitava a socialização da propriedade em defesa dos direitos do trabalhador de adquirir os bens de consumo e os meios de produção.

Você acredita que os aspectos defendidos pelo Papa em questão foram ou são respeitados e mantidos?

As relações entre patrões e operários mudaram. Hoje estes são chamados de capital e trabalho. A concentração da riqueza e a miséria aumentaram. Quantos trabalhadores, vemos, não têm condições de adquirir seus bens de consumo, tidos como fundamentais para uma vida digna e humana? O que se dirá então dos meios de produção? Que empresa gostaria de ser a criadora de seus concorrentes? Que empresa gostaria que sua mão de obra também produzisse e viesse a adquirir seu próprio capital? Com o liberalismo? Só o Papa mesmo para acreditar nisso! Se é que ele acreditava! Não vivemos numa sociedade de sujeitos, vivemos numa sociedade de indivíduos!

Uma sociedade de sujeitos não aceitaria tamanha covardia com aqueles que não nascem com a possibilidade de disputar no mercado de trabalho e ficam à margem! Uma sociedade de sujeitos não permitiria que uns morressem sem nunca terem tido um lar enquanto outros têm tantas e tantas propriedades que nem sabem dizer ao certo quantas são! Mas, Leão XIII já alertava quanto a isso: “Quem tiver abundância de riquezas, não seja avaro no exercício da misericórdia.” (RN 114).

O irônico nisso tudo é saber que, quarenta anos depois da Rerum Novarum, o Papa Pio XI manifestou-se no chamado Quadragésimo Ano e ao referir-se à desigualdade social, dizendo que “as riquezas, produzidas em tanta abundância neste nosso século de industrialismo, não estão bem distribuídas pelas diversas classes da sociedade”, deu como solução “o acesso dos trabalhadores à poupança para aumentar o patrimônio familiar”. Ah, pode isso?

O socialismo de Marx estava crescendo e a Igreja, sempre a favor de quem detém o capital (antes mesmo de ser chamado de capital), resolveu posicionar-se com a Rerum Novarum (1891). Porém, detentora de grande conhecimento, provida de grandes intelectuais e pensadores, a Igreja sempre soube dos riscos que o novo sistema econômico traria. Mas resolveu maquiá-los.

Não estou aqui tomando partido contra o capitalismo ou a favor do socialismo. Não é esta a minha intenção. Quero deixar claro meu descontentamento com a ditadura do capitalismo, que oprime os trabalhadores, mão de obra barata, meros assalariados que necessitam de migalhas para sobreviver e são cada vez mais explorados. Sou contra esta ditadura que não nos permite evoluir, não nos tem por humanos e sim nos quer como máquinas. Máquinas produtoras de dinheiro! Dinheiro este que vai para a mão dos detentores de poder, das grandes corporações, de quem já muito tem. Quando receberemos a fatia devida desse bolo? Será nossa mão de obra tão mesquinha a ponto de merecermos uma vida indigna?

A função social da propriedade não deve ser a acumulação de riquezas na mão de poucos enquanto outros não têm nada! Em relação a isto, o advogado e juiz de direito aposentado, Ivan Chemeris, autor do livro A Função Social da Propriedade – O papel do Judiciário diante das invasões de terras, aponta a função social que uma propriedade deve ter para ser legalmente protegida pela sociedade democrática do Estado de direito.

Chemeris diz que, “a partir de 1988” (com a nova Constituição), “a propriedade não é somente um direito subjetivo do proprietário. Ele tem direito, mas junto tem obrigações, não só negativas como positivas. Ele tem sua propriedade, mas não pode agredir o meio-ambiente. Tem a obrigação positiva de fazer com que essa propriedade seja produtiva. O Estado e a sociedade atual não admitem uma propriedade que não atinja seus fins sociais. Nós não podemos ter uma propriedade improdutiva, que não traga benefícios para a coletividade.”

Podemos observar então o benefício da sociedade àcima do benefício do indivíduo. Temos leis que nos garantem o bem comum. Precisamos agora da vontade política para cumprir estas leis. Precisamos da participação dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário para que estas saiam do papel! Virem ação! Ação consciente e conjunta em prol de uma sociedade que há muito sofre com a desigualdade.

Se não for assim continuaremos com um Estado forte e fraco! Forte quando está defendendo os interesses dos poderosos e fraco quando está defendendo os interesses dos menos favorecidos!
Que tipo de nação queremos construir? Que sociedade queremos deixar para as gerações futuras? A de indivíduos, na qual os fins justificam os meios, que procura beneficiar-se sem querer enxergar os que não conseguem o mesmo? Ou a de sujeitos, na qual o bem comum é tido como importante, que visa à oportunidade para todos?

domingo, 16 de novembro de 2008

Curso de Som Perestroika - Sábado V

Pode dizer que estou "babando ovo", "puxando o saco", enfim, pode dizer o que quiser. A questão é que eu adoro as aulas do Marcelo Ferla. Me identifico com ele. Dá até tristeza saber que hoje foi a última.

Claro que essa empatia toda tem a ver com o fato de ele trabalhar com o que eu gosto. Mas, a aula que ele prepara, a forma com que ele a conduz... dá realmente vontade de ficar ali prestando atenção no que ele diz.

Outro lance maneiro foi abordar a música historicamente: na primeira aula, vimos origem e evolução do Rock; na aula de hoje vimos o mesmo sobre a Música Eletrônica.

O livro da Editora Abril, Música Eletrônica, de autoria do próprio Marcelo (Coleção Para Saber Mais/Super Interessante) foi a base da aula. Para quem pensa que música eletrônica é tudo igual e/ou que não existe filosofia neste movimento: não é por aí!

Eu poderia agora sintetizar a aula, indo desde a década de 70 na Jamaica até os dias atuais, passando por Detroit, Ibiza, lugares onde ocorreram grandes sacadas. Mas não farei isso!

Quero chamar atenção somente para um aspecto tratado em aula, aspecto este muito importante e influente: a tecnologia. Ela mudou a vida de toda a humanidade. Não somente no que diz respeito à economia. Ela mudou as relações sociais, as interações.

Música eletrônica e tecnologia estão diretamente relacionadas. A tecnologia contribuiu diretamente para a origem e a evolução da música eletrônica. Contribuiu para que esta se renovasse e se tornasse melhor.

Será que podemos dizer o mesmo da humanidade? A tecnologia contribuiu para que nos tornássemos melhores?

Para responder a essas perguntas é preciso análise e autocrítica.

Para entender a música eletrônica é preciso ler o livro do Marcelo Ferla!

Filosofês avançado

Segunda-feira passada, dia dez, fui à Feira do Livro, como faço todos os anos. Porém, este ano, havia algo mais: o Reitor da Unisinos, Marcelo Aquino, estaria palestrando às 19h no salão oeste do Santander Cultural.

Meu professor deixou bem claro que estaria lá e esperava encontrar seus alunos no evento. Até porque era o dia (ou a noite) de nossa aula.

O Reitor anteciparia o tema do próximo Simpósio Internacional a ser realizado pelo Instituto Humanitas Unisinos: Narrar Deus numa sociedade pós-metafísica. Possibilidades e impossibilidades.

Bem, o mínimo a fazer numa hora dessas é tentar inteirar-se do assunto a ser tratado. No caso, pós-metafísica. Digamos que de Deus e de sociedade eu já entendo.

Tudo certo! Fui atrás de informações sobre metafísica e constatei que não estava tão longe dos assuntos de meu interesse. Na realidade, sempre gostei de metafísica; só não sabia que era metafísica.

Enfim, fui contente à Porto Alegre! Esperava expandir meu conhecimento filosófico ou ao menos entender o que estava sendo tratado.

Santa ignorância! A palestra que assisti deveria ser para mestres e doutores, não para simples graduandos! Recolhi-me a minha insignificância enquanto estudante de graduação. Não conhecia muitos dos pensadores e dos conceitos citados. A impressão era de que eu e meus colegas não entendíamos o idioma em uso: Filosofês avançado!

Esta palestra não foi para que entendêssemos o que estava sendo tratado e sim para deixar claro o quanto o Reitor da Unisinos é sábio.

Sem dúvida alguma, Marcelo Aquino é um dos maiores intelectuais do Brasil, senão da América Latina. Não negarei este fato. E nem posso!

Mas um pedido eu fiz para meu professor antes de ir embora:
Traduza tudo para nós na próxima aula, professor!
Traduza!

sábado, 15 de novembro de 2008

Curso de Som Perestroika - Sábado IV

Eu juro que gostaria de relatar esta aula!
Mas, como este sábado não foi o que poderia se chamar de bom, ou melhor, foi de longe o pior do ano, tive o forte desejo de não ir no curso.
Para não dizer que faltei à aula, apareci por lá e permaneci em torno de uma hora.
Esta aula também foi com o professor André Sittoni.
O cara é professor da Unisinos no curso de Realização Audiovisual.
Segundo o site da instituição, essa é a primeira e mais completa graduação no Rio Grande do Sul voltada para cinema. Como já era de se esperar, o André é o professor da parte de som.
Eu não aproveitei esta aula, como já disse, fiquei uma hora e larguei. Basicamente, foram retomados e aprofundados conceitos da aula anterior.
Mas, para quem se interessa pela indústria cinematográfica, vale a pena conferir o site da Unisinos. O curso parece bem interessante.
Eu aposto que, de som, o André tem o que ensinar!

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Curso de Som Perestroika - Sábado III

Terceira aula. "Que aspecto do som aprenderei hoje?" Esta é a expectativa ao sair de casa. A aula não será onde normalmente é: na Perestroika. Hoje o local do encontro é a LoopReclame. Além disso, professor diferente. Gosto de novidades. Estou curiosa.

Professor desta aula: André Sittoni. Com formação em Educação Física, o lance dele era sua banda. Mas, como não fluiu, ele e seus parceiros resolveram tentar a vida no exterior. Só ele conseguiu visto... e se mandou! Chegando nos States, surge a oportunidade (aquela história de estar no lugar certo na hora certa): a Warner precisava de alguém com conhecimento em áudio e português. Pronto! Tava feito o estrago! No bom sentido, claro! Quinze anos em Los Angeles, Warner, muitos filmes. O cara é o cara no que diz respeito a áudio!

O assunto estava definido: som para filme e televisão. Gostei! Amo cinema! Como não adoraria esta aula!? Inicialmente, após apresentações, André relacionou áudio e vídeo a fim de explicitar a dupla importância dessa relação. O que escrevo a seguir são palavras dele.

Som é a aura construída para dar suporte à narrativa, documentário, filme, comercial ou programa de televisão. Pode contar a estória diretamente, ser usado para ilustrá-la ou contá-la de maneira subjetiva. Mesmo sendo mecanismos diferentes de percepção, som e imagem devem estar integrados de forma que os expectadores não consigam os separar.

Feita a introdução, passamos para a próxima fase da aula: produção. Três estágios: (1) pré-produção (como acontecer); (2) produção (fazer acontecer); (3) pós-produção (manipular o acontecido). Na parte de pré-produção, temos a leitura do roteiro, a análise das locações, a montagem das equipes, o orçamento, o mapa de som (ou som-design), a escolha de equipamentos e o plano de gravação. Na produção, temos a equipe de captação (som direto) e a de captação de efeitos, os equipamentos: microfones, mixer, gravadores, acessórios e a documentação/planilhas.Na pós-produção, a edição, foley, efeitos sonoros editados e os gravados, música, mapa de som, mixagem.

Imagine que, do som direto, gravado junto ao vídeo, aproveita-se, no máximo, 60%. Quer dizer que, com otimismo, no mínimo 40% do som terá de ser regravado. Aí entra o artista de foley! Este é responsável por (re)criar os sons ocorrentes no filme. Seja o que for, do ato de respirar a uma guerra, o artista de foley reproduz de forma a captar com a maior qualidade possível os sons produzidos na obra. Depois de passarmos do cinema mudo para o falado, na opinião de André Sittoni, esta foi a maior invenção da arte cinematográfica envolvendo som! O Foley teve uma puta idéia! Aumentou a qualidade do cinema! Valorizou a participação do áudio!

Ainda que no Brasil a Indústria do Cinema esteja se desenvolvendo e progredindo, há muito o que melhorar! Inclusive no que diz respeito ao reconhecimento do profissional de áudio! Agora, com a TV Digital então... Ficará muito mais fácil identificar, perceber, a qualidade do som! Tudo se tornará mais perceptível!

À contribuição da tecnologia ao mundo da arte!

Sempre precisaremos de artistas!