terça-feira, 28 de agosto de 2007

Trama da Vida

Conexão
Tempo
Sentimento
Momento
De reflexão
Adaptação
A nova
Gama
De informação
Na mente
Confusão
Trama
Que às vezes
Engana
Mas sempre
Chama
A aprender
A razão
De viver

Agora!

Outrora alegre e feliz
Ela pensa agora:
O que é que eu fiz?
Outrora vivendo em paixão
Ela está ciente da situação
Preocupa-se com seu coração
Reticente, alienado
Por vezes despedaçado
Controle descontrolado
Segue sempre aprendiz
De tudo que a vida quis
Ou quiser proporcionar
A fim de ensinar
Encantar ou alegrar
Outrora somente flores
Agora ainda há
Lindas coloridas
Há de saber cultivar
Os sentimentos precisos
A se viver em paz
Ela sabe o que faz
Ela sabe de si

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Amigos

Amizade é um dos mais belos tipos de amor
O amor do querer bem
Sem cobranças
Desconfianças
Energia combinatória que emana do encontro
De duas almas em sintonia
Que dá prazer
Harmonia
Os amigos de alma se entendem num olhar
Sabem que podem confiar
Com certeza
Acreditar
E se é preciso opinião pra resolver qualquer questão
Sem hipocrisia sabem problematizar
Fazer pensar
Compreensão
Amo todos meus amigos e lhes digo sinceramente
Alegrias da minha vida
Sem engano
Eu te amo!

Ele e Ela

Ela criada de forma tradicional. Ele liberal.
Ele triste por existir. Ela por não saber quem era.
Ela o ensinou que é bom viver. Aprender.
Ele a ensinou a conhecer-se melhor. Saber-se.
Conhecimentos diferentes. Personalidades tais. Trocas reais. Felicidades supremas. Tristezas extremas. Assim seguiram. Se apoiando. Trocando. Se amando. Brigando. E as trocas não foram suficientes para que convivessem com a felicidade em par. De um lado ou de outro algo não se quis mudar. Sabe-se que não são os mesmos. Ambos com entendimento de maior amplitude do que antes. Com personalidades mais preparadas. Apuradas. Têm consciência de que um ao outro ajudaram no caminho da plenitude. Por saberem disso sabem que não falharam.
Ela e Ele estão certos de que um pela vida do outro passaram para que pessoas melhores se tornassem. Agora livres cada um segue colhendo flores e/ou espinhos sozinho. Seu caminho. Aprenderam a se ver sem o outro. Viver sem o outro. Ser sem o outro.
Ele e Ela se amam. Isto é certo. Mas há dúvida quanto ao tipo de amor. Então libertam-se a fim de descobrirem o que a vida lhes reserva. O que cada um trilhará. Pois o caminho a dois estava muito difícil. E mais adiante ninguém sabe.
Ela e Ele querem ser felizes. Ela e Ele não querem raízes. Ela e Ele estão sublimes.
Ele e Ela.
Ele.
Ela.

Chegada

Estava eu a pensar
sobre desilusão
e por um momento
fechei meu coração

Tanto sofrimento
tanto tormento
quase não reparei
chegar a paixão

Mas sorrateira
ela veio até mim
não trapaceira
alegria sem fim

Agora interrogo
este lindo jardim
de lindas camélias
devo me permitir

A dúvida revolta
só por existir
não a quero por perto
não a quero sentir

O medo de outrora passou
deixe estar
coração está pronto
deixe a vida levar

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Sinceridade

Durante um tempo na vida
pensava com curiosidade
o que será sinceridade?

Durante um tempo no escuro
pude pensar quando maduro
que delícia a verdade!

Me traz mais serenidade
me deixa com tranqüilidade
de viver dá mais vontade!

Importante é que o outro saiba
o que se passa no interior
do peito de um sonhador!

Para que saiba escolher
a maneira de proceder
em busca da felicidade!

Traço da personalidade
de quem preza a honestidade
carrega respeito e bondade
sabe a importância da liberdade!

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Satisfação

Ei! Você!
Você que tem mãe com idade entre 40 e 60 anos!
Você já reparou bem na sua mãe? Com atenção?
Qual é o tipo de vida que ela leva?
Quais são as suas preocupações?
Os seus interesses?
Ela é feliz?
Observando muitas mães dessa faixa etária, conversando com elas ou com seus filhos, constatei que cerca de 90% (sim, uma esmagadora maioria!) dessas têm passado por algum problema emocional. Sendo que muitas delas têm procurado tratamento com profissionais como psiquiatras, psicólogos, a procura de uma melhor qualidade de vida, tranqüilidade, felicidade, enfim, a resolução de seus problemas. Ao dar-me conta dessa situação, coloquei-me a pensar sobre o porquê dessa geração feminina estar sofrendo tanto, e em massa.
Já vejo a geração das avós sofrendo porque "todo mundo trabalha", assim elas falam. O que mais as fazia feliz era a casa cheia dos filhos e netos, desde quando eram filhas e netas. E então vem toda a questão da sociedade capitalista, consumo, produtividade, participação e lucro. De poucos. Bem, esta parte deixemos por aqui. Mas o sofrimento da mulher de que trato carrega um quê mais profundo. Algo que mexe com elas de uma forma mais intensa. Causa insatisfação.
As avós têm o ressentimento de não terem os seus por perto mais tempo, mas têm a certeza de que foram exatamente aquilo que deveriam ser, o que a sociedade esperava delas, pressupõe-se que o papel que exerceram em suas vidas, que foi ensinado por seus pais, houvera sido o suficiente. Ensinaram o mesmo às suas filhas. E mesmo que tenham ido além desse papel, pois em todos os tempos houveram mulheres ousadas, elas contentam-se em guardar para elas esses sentimentos como algo bom e proibido que os demais não devem saber. Satisfação.
Mas as nossas mães não têm a mesma certeza, creio que é difícil para elas olhar suas filhas (suas filhas! repare a proximidade) e ver como poderia ter sido diferente. Se submeteram a papéis que as filhas não se submetem, deixaram de manifestar suas opiniões, não fizeram suas próprias escolhas. Acharam que estavam obedecendo ao padrão que lhes era esperado, que faziam a coisa certa. Mesmo anulando-se. E hoje entendem que não precisava ser dessa forma. Frustram-se. Deprimem-se. São insatisfeitas com elas próprias pelo que foram, o que são.
Se sua mãe tem entre 40 e 60 anos, pergunte a ela o que lhe dá prazer, escute-a, ajude-a. Mostre a ela que está viva, que o passado já se foi e o futuro é agora. Elas podem fazer diferente, se verem diferente, se sentirem diferente. Ser a diferença! Satisfeitas!

domingo, 5 de agosto de 2007

Desencontro

Naquela noite fria eu queria te encontrar
Trocar juras de amor, deixar por ti me apaixonar
Mas foi tão diferente, o destino quis assim,
Ressurgiram sentimentos, não os queria junto a mim

Estava eu confuso, insatisfeito com o amor,
Um relacionamento muito intenso que findou
Deixou-me cicatrizes, receio e muita dor,
Por ter tido esperança, ao final, me bloqueou

Mas ainda, acredito, vou viver nova paixão
Ternura e afeto, cuidarei meu coração,
Quando te conheci momento mágico rolou
Encanto e leveza você me proporcionou

Agora o que espero é poder te encontrar
Trocar muitas carícias, ter teu corpo, te amar
Meu bem não se espante sou sincero ao falar
Tem vezes que na vida é preciso relutar

Acreditar no sentimento e deixar ele levar
É muito importante, você consegue, pode tentar
Não haja por instinto ou para outro agradar
Seja leal a você mesmo e assim entenderá

Resolva o pendente pra poder ir adiante
Inúmeras possibilidades surgirão em um instante
Esteja pronto para o novo, o medo deixe de fora,
Respeite suas escolhas, cada coisa a sua hora

Desencontro
Esse o ponto
Sintonia
Estar a fim

Reencontro
Pressuposto
Para reforçar o sim
Te quero pra mim

Hécate

Hécate, Ártemis, Selene
Tamanha contradição
Deusa lunar perene
Luz e escuridão

Honra e sabedoria
Para o caminho indicar
São atributos dessa Guia
Livre para andar

Entre céu, terra e inferno
E cada fase lunar
Respeitada onde passe
Sabe a sombra controlar

Conhece o obscuro
Para assim o dominar
Tendo consciência do todo
Pode então analisar

De forma alguma impassível
Paradoxos relativos
Intensa e sensível
Faz pensar e repensar

Através de minhas escolhas
Posso a ela me igualar
Olhando-me sem censura
A escuridão encontrar

Auto-conhecimento
Através do pensamento
Autonomia, discernimento
Não encerrado o tormento

As atitudes tomadas
Os caminhos a escolher
Refletirão diretamente
Em meu repleto viver

Se não souber a direção
Esperar sem apreensão
Aceitar a verdade em questão
Os encantos de Hécate me levarão